Quando Charles Oliveira, ex‑campeão peso‑leve da UFC e brasileiro de 35 anos, encará Mateusz Gamrot, ex‑campeão da KSW e polonês de 34 anos, na sessão de pesagem do UFC Fight Night 261 (Rio de Janeiro)
O confronto aconteceu na manhã de 10 de outubro de 2025, às 4h00 (horário de Brasília), no ginásio do Complexo de Pesagem da UFC, localizado no cais da zona portuária. A transmissão ao vivo, capturada pela MMA Junkie, mostrou os dois lutadores trocando olhares que quase se transformaram em um empurrão.
Contexto histórico
Oliveira chegou ao evento ainda marcando o recorde de mais finalizações na história da UFC (16). Depois de perder por nocaute contra Ilia Topuria no UFC 300, em 13 de abril de 2024, ele buscava provar que ainda tem lugar entre os melhores. Já Gamrot, que dominou a KSW entre 2019 e 2021, trouxe para a UFC um estilo mais técnico, acumulando 12 decisões consecutivas durante sua passagem pela federação polonesa.
Ambos ocupam posições de destaque nos rankings de peso‑leve: Oliveira já foi número 1, enquanto Gamrot figura em #7 em outubro de 2025. A luta, marcada como o último confronto do cartão (luta #12), tem tudo para redefinir a hierarquia da divisão, considerada por muitos a mais competitiva da história do MMA.
Detalhes da sessão de weigh‑in
Os resultados oficiais mostraram Oliveira pesando 145,5 lb e Gamrot 145,9 lb, ambos dentro do limite de 146 lb para lutas não‑campeonato. O clima aquecido começou quando Gamrot, em entrevista ao MMA Junkie, afirmou que Oliveira "tapped quase 9 vezes" ao longo da carreira, aludindo às perdas por finalização contra Michael Chandler, Tony Ferguson e Islam Makhachev.
Na hora do face‑off, os olhos de Oliveira permaneceram fixos e, segundo a transmissão, ele respondeu com um leve sorriso irônico. O silêncio foi quebrado por um grito de torcida que ecoou pelos corredores, reforçando a atmosfera de carnaval típico do Rio.
Comentários e análises de especialistas
Um analista anônimo, citado em vídeo no YouTube, disse: "Oliveira busca se redimir da derrota esmagadora para Topuria, enquanto Gamrot aproveita a oportunidade de enfrentar um ex‑campeão". O mesmo especialista previu um nocaute de Oliveira no segundo round, mas também ressaltou que "Gamrot tem pegada maior do que se imagina" e que ambos são "extremamente vulneráveis".
Já Beneil Dariush, colega de treino de Oliveira, comentou que o brasileiro "precisa ajustar o jogo de pés" para neutralizar o ataque de pé de Gamrot. Em contraponto, o comentarista polonês Michał Kowalczyk destacou a capacidade de decisão de Gamrot, lembrando a vitória unânime sobre Arman Tsarukyan em fevereiro de 2024.
Impacto nas categorias e nas carreiras
Se Oliveira vencer, ele provavelmente garantirá uma posição de contender número 1 e ganhará o direito de enfrentar o vencedor da próxima luta de título, possivelmente Islam Makhachev. Por outro lado, um triunfo de Gamrot o projetaria para o top‑5, abrindo portas para lutas contra nomes como Dustin Poirier ou Jorge Masvidal.
Financeiramente, ambos ganharão US$ 500 mil apenas por aparecer, com um bônus de US$ 500 mil por vitória – valores que reforçam a importância econômica do evento para a UFC, que já realizou 17 shows no Brasil desde 2008.
Próximos passos e agenda
O card completo conta com 12 lutas: três preliminares e nove principais. A transmissão começa às 18h00 (BRT) com as preliminares e o show principal às 21h00, enquanto o grande confronto Oliveira × Gamrot deve sair por volta das 23h30.
O UFC, liderado por Dana White, CEO da organização, sinalizou que o sucesso do evento pode impulsionar novos shows na América do Sul, consolidando o Brasil como terceiro mercado mais frequente após EUA e Inglaterra.
O que isso significa para os fãs
Para o torcedor carioca, a disputa traz mais uma noite de puro espetáculo, com a chance de ver duas lendas de estilos diferentes colidirem. O clima de festa, unido à tensão da rivalidade, costuma gerar picos de audiência que superam 2,5 milhões de televisões simultâneas, um recorde para eventos fora dos EUA nos últimos dois anos.
Perguntas Frequentes
Como a vitória de Oliveira pode mudar sua carreira?
Uma vitória colocaria Oliveira de volta ao topo da divisão, garantindo-lhe uma luta de eliminatória por título contra o atual campeão, provavelmente Islam Makhachev, e solidificaria ainda mais seu legado como um dos maiores finalizadores da história.
O que Gamrot tem a ganhar se vencer?
Um triunfo elevaria Gamrot ao top‑5 do ranking leve, abrindo caminho para confrontos com nomes de elite como Dustin Poirier ou Jorge Masvidal, além de aumentar drasticamente sua visibilidade internacional e atrair contratos publicitários.
Qual a importância do UFC Fight Night 261 para o Brasil?
É o 17º evento ao vivo da UFC no país, reforçando o Brasil como um dos mercados mais rentáveis fora da América do Norte. O sucesso de público e audiência pode gerar mais shows em cidades como São Paulo, Salvador ou Belo Horizonte nos próximos anos.
Quando será transmitido o combate principal?
A sessão principal inicia às 21h00 (horário de Brasília) e o duelo Oliveira × Gamrot está previsto para começar por volta das 23h30, sujeito a atrasos na transmissão.
Quais são as principais críticas ao estilo de Oliveira?
Analistas apontam que seu jogo de pés ainda é vulnerável a lutadores com forte percursão. As recentes derrotas por nocaute revelam que, embora seja o maior finalizador da UFC, pode ser surpreendido por um golpe bem colocado.
Oliveira ainda tem sangue de campeão, mas Gamrot vem pra mudar o jogo.
Como brasileiro, vejo essa luta como prova de que nossos lutadores ainda carregam o verdadeiro espírito da selva urbana. O cara do outro lado tenta se colocar como estrela, mas a nossa paixão nunca se mede por hype estrangeiro. 😤
cê num entende nada, mano. Oliveira é temido por causa das finalizações e tu tá aí falando de ‘estratégia de pé’, hahaha. fala sério.
É óbvio que o que eles não te contam são as ligações secretas…; os juízes são pagos por entidades invisíveis; o peso oficial pode ser manipulado!!! E ainda tem quem diga que é só esporte, mas quem realmente controla o ringue sabe quem manda...!
Janaína, apesar das teorias, o que realmente importa é a preparação física e mental dos atletas. Se Oliveira focar no jogo de pés, como o Dariush sugeriu, ele tende a neutralizar o alcance de Gamrot.
É quase como assistir a um épico cinematográfico: o veterano brasileiro contra o prodígio polonês, cada gota de suor refletindo a luz do sol carioca, prometendo uma batalha que ficará gravada nos anais do MMA!
De acordo com a análise tática, a postura de Oliveira indica um padrão de ataque de nível avançado, potencializando o seu grappling contra o striking de Gamrot.
Concordo totalmente! A energia do público vai ser surreal, e isso só aumenta a motivação dos atletas. Vamos curtir cada segundo desse espetáculo! 😃
Ah, claro, porque tudo que vem de fora é automaticamente superior, não? Vamos nos lembrar que o Brasil já produz campeões que não precisam de validação externa. 🙄
Primeiramente, é imprescindível notar que o hype em torno de qualquer combate do UFC costuma ser inflado por promotores interessados em números de PPV.
Em segundo lugar, ao analisar o histórico recente de Oliveira, vemos que ele acumulou 16 finalizações, mas também sofreu três nocautes nos últimos dois anos, indicando vulnerabilidade ao striking de alto nível.
Ademais, Gamrot tem mantido uma sequência de 12 decisões consecutivas, o que sugere um estilo mais conservador e estratégico, focado em controle de distância.
Esta diferença de estilo cria um cenário clássico de grappler versus striker, porém não é tão simples assim.
O fator "casa" no Rio de Janeiro pode proporcionar um impulso psicológico significativo a Oliveira, mas também pode gerar pressão adicional, especialmente diante da expectativa da torcida.
Outro ponto crucial é a preparação física: ambos os atletas apresentam índices de resistência elevados, mas Oliveira tem demonstrado queda de desempenho nos rounds finais de lutas anteriores.
Os treinadores de Oliveira, como Dariush, enfatizaram a necessidade de melhorar o jogo de pés - uma crítica recorrente que, se não for endereçada, pode ser explorada por Gamrot.
Do outro lado, Gamrot tem trabalhado intensivamente sua defesa de quedas, um aspecto que tradicionalmente lhe escapava.
Portanto, a probabilidade de um grappler conseguir uma finalização diminui se o adversário conseguir manter o combate em pé por mais de cinco rounds.
É importante ainda considerar a saúde mental dos atletas; Oliveira vem de uma derrota brutal contra Topuria, o que pode gerar um estado de "overcompensation".
Gamrot, por sua vez, parece confiante após sua ascensão na KSW, mas ainda não enfrentou um pressionador de elite como Oliveira em território estrangeiro.
Retomando, se Oliveira não adaptar seu jogo de pés, ele corre risco de ser acovardado e eventualmente nocauteado.
Se Gamrot conseguir impor seu ritmo e evitar quedas, ele tem boas chances de levar a luta a decisão unânime.
Resumindo, a luta será um teste de adaptação tática mais do que de pura potência, e o vencedor será quem melhor executar a estratégia preestabelecida.
Entendo sua análise, porém acredito que fatores externos podem influenciar o desempenho de ambos os lutadores.
Sério, nada mais chato que ler esses debates intermináveis. No fim das contas, Oliveira ainda está em cima da lista, e isso basta.
🔍 Analisando as estatísticas, Oliveira possui 16 finalizações, enquanto Gamrot tem 12 decisões consecutivas. Isso indica que o brasileiro tem mais poder de finalização, mas o polonês demonstra resistência. Se olharmos para a taxa de golpes por minuto, vemos que Gamrot mantém um ritmo mais constante. Portanto, a luta pode depender de quem conseguir impôr seu ritmo primeiro. 💪
Obrigado pela 'profunda' análise, Edna. Agora é só esperar o show e ver quem realmente domina o octógono. 🙃