Acusado de homicídio e ataques criminosos em Juazeiro foi morto a tiros esta tarde

Homicídio em Juazeiro

“Irmão Téo” respondia vários procedimentos criminais em Juazeiro (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

O ex-presidiário Teógenes Vicente de Medeiros, de 23 anos, que era apelidado por “Irmão Téo” e residia na Rua Porfirio Alves de Barros (Romeirao) em Juazeiro, foi morto a tiros no início desta quinta-feira. Por volta das 12h30min ele trafegava numa moto pela Avenida Ailton Gomes (Lagoa Seca) quando terminou atocaiado por dois homens noutra moto os quais já se aproximaram atirando. A vitima ainda foi socorrida por familiares ao Hospital Regional do Cariri, mas faleceu pouco tempo depois.

O crime aconteceu nas imediações do Parque Ecológico e “Téo” respondia por crimes de tráfico de drogas, porte de arma de fogo, assaltos, homicídio e ataques criminosos. Sua primeira prisão foi praticando assalto a mão armada no dia 3 de julho de 2014 com um adolescente. Já no dia 9 de novembro daquele ano matou Francisco Natanael Rodrigues da Silva, de 16, o “Natan”, que residia no bairro Salesianos. O crime aconteceu na Rua da Paz perto da Avenida Castelo Branco no bairro Romeirão.

Enquanto isso, no dia 14 de abril de 2016 foi preso sob a acusação do tráfico de drogas. Ele estava sentando num terreno baldio perto de sua casa, no bairro Romeirão, quando uma patrulha da Força Tática chegou. O mesmo se fazia acompanhar de Francisco Fernandes Tavares Marçal, de 25 anos, que mora na Rua Farias Brito naquele bairro e, no terreno, foram encontradas 18 pedras de crack e 11 papelotes de maconha.

No dia 17 de janeiro de 2017 foi novamente preso sob acusação de assalto na Academia Fit Saúde na Rua São Bento (Franciscanos) quando ele e dois comparsas armados recolheram objetos de clientes e do personal trainer. Eles foram presos usando drogas na Avenida Fortaleza (Romeirão), onde mora Tatiana da Silva, de 25 anos, que teria participado do crime. Além dela, “Téo” e um menor de 16 anos que reside no bairro Romeirão. Na casa, foram encontrados perfume, cinco celulares e um relógio.

Mais recentemente, no dia 14 de maio de 2018, a polícia esteve na Penitenciária de Juazeiro para recolher o “Irmão Téo”, a fim de ser ouvido pelo delegado Juliano Marcula sobre o seu envolvimento no caso dos veículos incendiados em Juazeiro. Segundo as investigações, ele teria ordenado comparsas a atearem fogo nos veículos, cuja descoberta se deu a partir de citações, contatos telefônicos e troca de mensagens, fotos e vídeos.

Na rua onde ele morava a polícia tinha prendido Daniel da Silva Souza, de 20, Luiz Fernando Santos da Silva, de 18, Maciel da Silva Souza, de 19 anos, o “Cabecinha” e o menor de iniciais J. F. S. S., de 15 anos. Além disso, os policiais recolheram recipiente com gasolina, a moto e roupas usadas no crime, celulares com vídeos fazendo alusões aos atentados e comemorações aos feitos e se declarando integrante de certa facção criminosa. Eles seriam responsáveis por atear fogo em ônibus no depósito da Viação São Francisco no bairro Franciscanos, numa viatura do Demutran, ônibus da Via Metro e a tentativa no Teatro Marquise Branca.

Este foi o primeiro homicídio do mês de setembro em Juazeiro e o 59º do ano no município. O último tinha acontecido há exatamente uma semana num caso de intervenção policial quando Rafael Pereira dos Santos, de 22 anos, que residia na Rua Poeta José Mergulhão de Souza (Frei Damião), tentou matar Osmar Rodrigues de Carvalho, de 33 anos, no bairro Juvêncio Santana e não o atingiu. Na fuga, apontou a arma para uma Patrulha da PM e um dos policiais atirou causando sua morte.

Fonte Site Miséria
Texto Demontier Tenório

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