Mulher bate cabeça de idosa no meio-fio até a morte para não pagar dívida que fez no cartão dela

Mato Grosso do Sul

Uma mulher de 36 anos foi presa, em Campo Grande, após agredir uma idosa de 79 anos e bater a cabeça dela no meio-fio até a morte, segundo a polícia. A brutalidade chamou a atenção da perícia, que encontrou muito sangue espalhado ao redor do corpo. Para tentar despistar a investigação, a suspeita inclusive foi até a delegacia, onde buscou notícias do paradeiro da vítima.

Ela compareceu nessa segunda (25) e, devido as evidências, permaneceu presa. A audiência de custódia ocorreu nesta manhã e foi convertida a prisão dela para preventiva. A delegada Christiane Grossi, responsável pelas investigações, disse que a investigação apura há quando tempo elas se conhecem, já que os depoimentos são contraditórios.

“A autora fala que elas se conheciam desde julho do ano passado. No entanto, a vítima morava em uma quitinete e lá os vizinhos apontaram que ambas se conheciam desde o mês de novembro. A mulher já mudou as versões mais de uma vez e, em uma delas, disse que conheceu a idosa quando a ofereceu uma corrida, como se fosse por aplicativo, quando a encontrou em um ponto de táxi. Aos poucos, ela foi ganhando a confiança e sempre fazia corridas para a vítima”, afirmou a delegada.

Ainda conforme Grossi, a idosa sempre recorria a ela, quando precisava sair do bairro onde morava até a concessionária de energia ou então para fazer compras em mercado, por exemplo. “Em uma destas viagens, elas foram em uma loja de departamento. A idosa foi reclamar por conta do preço alto da fatura, quando descobriu que a autora havia utilizado o cartão dela. Ela então disse que a denunciaria, quando a mulher a agrediu brutalmente e abandonou o corpo no Indubrasil, com lixo por cima”.

Entenda o caso

A vítima estava desaparecida deste o último sábado (23), quando saiu da casa dela no bairro Santo Antônio. Já a suspeita, que possui quatro filhos e mora no bairro São Jorge da Lagoa, dirigia para os idosos. Ela possui antecedentes por estelionato.

Quando houve o desaparecimento, vizinhos informaram que ela não dormia fora de casa e mantinha o imóvel todo arrumado. “Ela vivia sozinha e eles estranharam o fato dela não aparecer no sábado e domingo, então chegaram a pensar que ela poderia estar morta dentro do imóvel. A investigação ocorreu em parceria com a Delegacia Especializada em Repressão à Homicídios (DEH) e então encontramos o corpo no Indubrasil, com muita violência e sangue espalhado no meio-fio”, finalizou Grossi.

O caso foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia, como homicídio doloso e ocultação de cadáver. Somadas, as penas máximas chegam a 23 anos de reclusão.




Fonte G1 Site Miséria

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