Brasil volta a registrar mais de 900 mortes por Covid-19, indica boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa

Cariocas e turistas fazem fila para entrar no Forte de Copacabana Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O Brasil registrou nesta terça-feira 915 mortes causadas pela Covid-19, elevando para 182.854 o número de vidas perdidas pela doença. Pela primeira vez desde 12 de novembro, foram notificadas mais de 900 mortes em 24 horas. Foram contabilizados 44.849 novos casos de coronavírus, totalizando 6.974.258 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 667 mortes, a maior desde 3 de outubro.

InfográficoConsulte a situação da Covid-19 no seu estado

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Há 19 unidades federativas com tendência de alta, são elas: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Vacinas contra a Covid-19Saiba tudo sobre os efeitos colaterais, eficácia e plano de vacinação

Goiás, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins demonstram estabilidade, enquanto que Amazonas, Ceará e Maranhão apresentam queda.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Imunização começará em até cinco dias depois do registro e compra das vacinas

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que a imunização contra a Covid-19 vai começar no Brasil em até cinco dias depois de uma vacina ser registrada e a compra ter sido efetivada. A informação foi dada em resposta ao pedido de informação feito no fim de semana pelo ministro Ricardo Lewadowski.

“Registrada uma vacina, ou autorizado o uso emergencial de um imunizante, bem assim tenha sido o imunobiológico adquirido (nos termos da legislação pertinente) e entregue no Complexo de Armazenamento do Ministério da Saúde, a previsão da Pasta é iniciar a vacinação da primeira fase – no respectivo público alvo – em até cinco dias para Estados e Distrito Federal”, diz o documento assinado pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral Júnior.

O plano brasileiro de imunização contra a Covid-19 esta gerando críticas inclusive no exterior. O jornal americano The New York Times publicou uma materia na qual especialistas avaliam que o Brasil está mergulhado no caos e ‘brincando com vidas’.

— Eles estão brincando com vidas — diz Denise Garrett, epidemiologista brasileira-americana do Sabin Vaccine Institute, que trabalha para expandir o acesso às vacinas — Beira um crime.

Enquanto não há aprovação de nenhuma vacina para uso emergencial no Brasil, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pretende aprovar a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica americana Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech no dia 23 de dezembro, reportou nesta terça-feira o jornal alemão Bild citando fontes de governos e da Comissão Europeia. A EMA afirmou, no início do ano, que decidiria sobre a autorização do imunizante até o dia 29 de dezembro.




Fonte Extra

Receba atualizações em tempo real diretamente no seu celular ou computador, inscreva-se agora.

Comentários
Carregando...

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Saiba mais