Brasil se aproxima de 2 mil casos e aprova novos testes de detecção do novo coronavírus

Avanço do Covid-19

No dia em que o Brasil se aproximava de 2 mil casos confirmados do novo coronavírus, com 34 mortes (30 em São Paulo e 4 no Rio de Janeiro), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira, o registro de três novos testes para diagnóstico de infecção.

Dos novos exames, dois são moleculares e usam uma técnica conhecida como PCR, que verifica a presença de material genético do vírus em amostras das vias respiratórias de pacientes. Um terceiro teste usa uma pequena amostra de sangue para detectar a presença anticorpos contra o vírus – é o popular teste rápido.

Em geral, esse tipo de teste demora entre 10 a 30 minutos para dar resultados. Já os exames com PCR levam em torno de quatro horas (somados outros processos, porém, o prazo sobe para até dois dias).

O grau de precisão, porém, é maior em testes de PCR, porque o corpo demora um tempo para produzir os anticorpos detectados nos testes rápidos. O prazo é de cerca de cinco dias, de acordo com laboratórios que fornecem esse tipo de exame.

Com isso, a recomendação é que esse teste seja aplicado com base em protocolos específicos e análise após sintomas, para reduzir o risco de resultados negativos em pessoas com o novo coronavírus.

Na última semana, a Anvisa já havia aprovado outros oito registros de testes rápidos para venda no País a laboratórios e serviços de saúde.

Com isso, já são 11 testes aprovados. Nenhum deles tem oferta direta ao consumidor – o material é direcionado a serviços de saúde.

Um dos novos testes aprovados nesta segunda, importado pela Roche Diagnóstica, será analisado, hoje, pelo Ministério da Saúde para possível oferta na rede. Segundo a empresa, o teste usa a técnica de PCR em máquinas automatizadas, o que permite aumentar o número de amostras analisadas. A previsão é que sejam analisados 385 resultados em oito horas. O cálculo, porém, não considera o tempo de coleta e envio da amostra ao laboratório. A empresa diz ter seis plataformas hoje no País.

O Ministério avalia a possibilidade de aquisição dessas máquinas, com valor estimado de R$ 2 milhões, para instalação de postos no modelo de Drive-Thru para coleta de amostras da população para exames em caso de sintomas.

Além da Roche, outras máquinas semelhantes alvo de análise são da TermoFischer.

Críticas

As medidas ocorrem em um momento em que o Ministério enfrenta críticas pela decisão de concentrar exames apenas em casos graves, como pacientes internados.

A Pasta também anunciou que irá distribuir aos estados cerca de 5 milhões de testes rápidos a serem importados da China. O uso, no entanto, será restrito para diagnóstico de profissionais de saúde em isolamento por suspeita de infecção pelo coronavírus.

Os testes devem ser aplicados entre o 8º e 10º dia após um ou mais sintomas. Se positivo, os profissionais serão mantidos em isolamento. Se negativo, poderão ser liberados. Atualmente, o Ministério utiliza testes do tipo PCR, por meio de kits produzidos pelo laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz. Em nota, o laboratório informa que já entregou 30 mil testes e que vem aumentando a produção.

Balanço

As secretarias estaduais de Saúde já divulgaram 1.941 casos confirmados em 26 estados e no Distrito Federal. O Ministério da Saúde atualizou, nesta segunda, seus números informando que o Brasil registra 1.891 casos confirmados e é o 26º país com o maior número de casos, segundo a OMS.

Funerárias

Preocupadas com a alta da demanda e com os riscos decorrentes do novo coronavírus no Brasil, as empresas funerárias elaboraram um protocolo de procedimentos visando minimizar o risco de contágio durante atividades como remoção dos mortos; contratação do serviço funerário; preparação dos corpos; homenagens póstumas; sepultamento e cremação. As empresas estão preparadas para atender ao aumento da demanda, garante a Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif), entidade que representa mais de 13 mil empresas. O presidente da Abredif, Lourival Panhozzi, destaca que, para evitar problemas, é fundamental a ajuda do Ministério da Saúde, para transformar em norma geral o protocolo enviado à Pasta pela entidade.




Fonte Diário do Nordeste Site Miséria

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