AMA Cariri realiza atividade com crianças com TEA na sede da associação

Associação

A associação Ama Cariri há mais de três anos, vem fazendo um trabalho de grande relevância em prol das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na cidade de Missão Velha e região do cariri com pioneirismo, a associação se destaca com o seu trabalho e empenho. No último sábado dia 25, foi realizada mais uma atividade na sede a Ama com a participação de vários profissionais como psicopedagogo, neuropediatra, pediatra, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogo, além do atendimento que durou por toda manhã, as crianças também tiveram momento de lazer.

Conversamos com a professora e historiadora Célia Magalhães, que nos falou a respeito da sua função na associação AMA Cariri, a Célia além de secretaria também faz parte de um projeto de alfabetização de autistas que funciona nas quintas feiras, nesse sentido, o objetivo é contribuir de uma forma efetiva com a comunidade de Missão Velha e região do cariri, ajudando dessa maneira as famílias que tem crianças com transtorno do Espectro Autista (TEA).” Todas essas atividades realizadas aqui ajudam tanto no social como no educacional dessas crianças e suas famílias. A Sra. Célia ressaltou a importância de um evento como esse que vem ajudar as famílias a compreenderem toda a problemática que eles passam com seus filhos, e esses profissionais que aqui estão, tem muito a contribuir para o melhor desenvolvimento dessas crianças.”

Na oportunidade conversamos com Sr. Frank Lane pai de uma das crianças e vice-presidente da associação Ama cariri, ele nos falou da importância de momentos como esse para a formação das crianças com TEA.” Toda semana são atendidas treze crianças na associação com monitores voluntários da URCA que é uma parceria firmada com o Campus Missão Velha, esse atendimento realizado dá uma maior assistência as crianças que já estão no projeto, essa é uma forma de atualizar a situação deles, e isso só é possível como apoio de pessoas especializadas.

Ligia, Zequinha, Frank Lane, Dra. Sara Raquel, Dr. Fábio Leonard, Ana Moésia e Natany (Foto: Ama Cariri)

Nós temos uma equipe muito boa de voluntários que doam o seu tempo para ajudar a quem precisa, gostaríamos de atender o maior número de crianças possível, mas infelizmente, ainda não podemos por causa da estrutura e também o número de voluntários que ainda não são suficientes. Temos uma demanda muito grande, fizemos uma pesquisa em 2015 para ver a situação de Missão Velha, foram diagnosticadas mais de 100 casos de autismo no município, isso nos preocupa muito porque nós não podemos fazer atendimento a todos, e a cada ano aumenta gradativamente o número de crianças com autismo, acredito que o número já chegue a mais de 150 casos.”.

O Frank nos falou ainda que no primeiro momento, ao descobrir que seu filho foi diagnosticado com TEA. “É como se aquele filho que você idealizou não existisse mais, e passasse a ser uma outra pessoa que a partir dali a gente vai passar a acompanhar muito mais do que se esperava. Todo pai, toda mãe quando recebe um diagnóstico de uma deficiência do filho, não só o autismo mais tantas outras que existem, atravessa um momento de muita tristeza, sensibilidade[…] mas a gente aprende muito com ele. Eu e a Ana Moesia, aprendemos muito todos os dias, temos que enfrentar, sabemos que o desafio é grande mas somos nós mesmos os responsáveis por ele, por isso temos que lutar por seus direitos. ”

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