Corinthians marca no fim, bate São Paulo nos pênaltis e vai à decisão

Campeonato Paulista

Cássio, do Corinthians, defende pênalti cobrado por Liziero, do São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Foi no sufoco ou, como os corintianos gostam de falar, com a cara do clube. Gol aos 47 minutos do segundo tempo, o candidato a herói da vaga perdendo pênalti, pressão e briga. Teve de tudo até Cássio mais uma vez brilhar, pegar a cobrança de Liziero e transformar a agonia em alegria e garantir o 5 a 4 nos pênaltis, após 1 a 0 no tempo normal, nesta quarta-feira, no Itaquerão. E os dois favoritos desde o início do estadual, vão decidir o Campeonato Paulista: Corinthians e Palmeiras.

Parecia que seria o dia do São Paulo acabar com o jejum de 18 anos sem eliminar o rival em mata-mata. Mas o esforço que Rodriguinho fez para conseguir estar em campo, passando por tratamento em dois períodos para conseguir ser escalado valeu a pena. Já nos acréscimos, ele voou sobre a defesa tricolor e cabeceou à queima-roupa, sem chances para Sidão.

A Arena Corinthians virou um caldeirão em que era preciso muito sangue frio para suportar a pressão. Com a força da torcida na disputa dos pênaltis, o time marcou com Matheus Vital, Clayson, Pedrinho Maycon e Danilo. Por uma ironia do destino, Rodriguinho, o salvador no tempo normal, quase virou vilão e perdeu sua cobrança.

Mas o Corinthians tinha Cássio. Ele pegou a cobrança de Diego Souza e a derradeira batida por Lizieiro. A bola ainda caprichosamente passou perto da trave antes da garantia de que não entraria para a arena estourar de alegria. Marcos Guilherme, Bruno Alves, Reinaldo e Militão marcaram para o São Paulo.

Antes da bola rolar, os técnicos Fábio Carille e Diego Aguirre encerraram a polêmica do jogo passado, quando o são-paulino não cumprimentou o corintiano. Os dois conversaram e trocaram presentes. Clima de paz entre eles, mas só entre eles. A tensão que rondava a Arena Corinthians, muito graças a essa discussão anterior, chegou aos jogadores, que protagonizaram lances ríspidos, saindo faísca em diversas divididas. E após o jogo, o telão da Arena ainda exibiu uma mensagem: Respeita o professor.

Logo aos oito minutos, Tréllez deu sequência a uma jogada que o árbitro já havia paralisado e foi contido com uma pancada de Gabriel. O tempo fechou, quase do mesmo nível que a forte chuva que caiu horas antes do jogo. Um bando de jogadores – titulares e reservas – trocou empurrões, em tentativa de intimidação.

Fonte Isto é Site Miséria

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