Estado do Ceará é homenageado por três escolas de samba do Rio de Janeiro na Sapucaí

União da Ilha, Tuiuti e Mangueira

O Estado do Ceará é uma das principais atrações em três desfiles consecutivos na 1ª noite do Grupo Especial de Escolas de Samba do Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (5).

União da Ilha do Governador, Paraíso do Tuiuti e Estação Primeira de Mangueira elegeram personagens e histórias do Estado nordestino para apresentar no sambódromo carioca.

Alguns dos principais destaques nos enredos dessas agremiações são os escritores Rachel de Queiroz e José de Alencar, o personagem Bode Ioiô, o líder jangadeiro da abolição Dragão do Mar e os índios Cariri.

União da Ilha do Governador

A primeira escola da noite a homenagear o Ceará é a Escola de Samba União da Ilha do Governador, quarta a desfilar na avenida. O desfile começou 1h20min desta terça-feira (5).

Cearense Leonel Hortêncio, que mora no Rio de Janeiro há 35 anos, vai desfilar pela primeira vez em uma escola de samba, na companhia do filho.

O cearense Leonel Hortêncio Dias, 52, natural de Crateús, vai desfilar pela primeira vez em uma escola de samba, momento que será compartilhado com o filho. Irmão da proprietária de uma rede de restaurante considerado o reduto da culinária cearense no Rio de Janeiro, Leonel vai levar para a Ala 4 da União da Ilha, intitulada Sabores do Sertão, a experiência do ofício que desenvolve há 35 anos, trazendo a culinária do sertão para o estado carioca. “A gente tem que preservar nossa cultura do Ceará e a União da Ilha está fazendo um belo trabalho, uma homenagem muito bonita a nosso estado”, afirma.

O artista e artesão natural do Cariri, Espedito Celeiro, é o homenageado da 24ª Ala da União da Ilha, intitulada “A Moda de Espedito Celeiro”. A homenagem faz parte do 5º Setor, A Beleza Arrochada no Aprumo, que também homenageia as rendas, o bordado e a moda de Ivanildo Nunes. O mestre Espedito Celeiro, como é conhecido popularmente, desfila no carro “Fios da Vida Tecendo Mundo”. Para participar da festa o artesão confeccionou a própria vestimenta, entre elas uma peça que ele ainda não classificou o que seria. “Nem é gibão, nem é colete, nem é paletó e nem é um blazer. É uma roupa preparada para participar do desfile”, explica. Espedito Celeiro não esconde a emoção ao falar sobre a expectativa de participar de um desfile na Sapucaí. “ Estou satisfeito, porque eu não esperava nunca está aqui participando de uma festa linda desse tamanho. Só tenho que agradecer a Deus”.

Fonte Diário do Nordeste Site Miséria

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